sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs, gênio da Revolução Digital

Ontem a noite fiquei um tanto chocado com a morte do Steve Jobs. Uma estranha sensação de perda, tristeza, um sentimento normal quando sentimos a morte de alguém. Mas estranho essa sensação de perda pelo Steve Jobs... deixando um pouco de lado toda a importância que ele tem, eu pessoalmente não entendo essa sensação de perda pela morte dele.


É normal sentir a morte de um conhecido, alguém próximo. É normal sentir a morte de uma pessoa famosa que mesmo não conhecendo pessoalmente, nós admiramos, como um artista ou esportista. Mas não sentimos a morte de qualquer pessoa, mesmo famosa ou importante. Podemos lamentar, mas sentir o pesar da perda de alguém famoso, nem sempre... tem muita gente famosa no mundo, e sempre morre alguém. Mas a morte do Steve Jobs deixou um clima diferente...

Talvez seja verdade o que diz o meu mapa astral natal, que eu tenho uma percepção extraordinária do inconsciente coletivo. Talvez eu sinta o pesar coletivo pela perda do Steve Jobs. Mas não consigo entender por que sentir sua morte. Não era como um artista que eu admiro, acompanho...

Era um empresário, visionário, um cara que transformou o mundo, um personagem principal na Revolução Digital, talvez a maior revolução da história da humanidade, a transformação mais abrangente, que mais afetou a vida humana, em uma escala global e com velocidade sem precedentes. Basta comparar a transformação que vivemos comparando cada década desde os últimos 100 anos.

Steve Jobs desempenhou um papel fundamental nessa revolução. A marca de sua genialidade é a simplicidade. Foi capaz de simplificar e compactar os enormes computadores que existiam até então, a pequenos computadores de mesa. Além do espaço, essa revolução reduziu os preços e permitiu a popularização dos computadores, mas fez ainda mais que isso...

Com a brilhante idéia da interface gráfica, ainda em 1984, o Mac OS, sistema operacional dos Macintosh, permitiu que leigos pudessem utilizar um computador. Até então existia apenas interface escrita, algo até difícil de explicar para quem não conheceu. Era preciso conhecer os comandos de cabeça para realizar as tarefas mais simples. Era preciso digitar comandos para qualquer coisa, e qualquer coisa muito simples, hoje feitas por simples cliques no mouse.


Eu aprendi a usar um computador em um curso de DOS, em 1996, em um 386 ou 486 que não tinha mouse. Era apenas o teclado onde os comandos eram digitados. Nunca me dediquei a aprender Linux, mas ainda utilizo comandos digitados até hoje, com a linguagem html antiga que utilizo no meu site e aqui no blog. Hoje a grande maioria dos usuários de computadores não faz nem idéia do que é digitar comandos, do que é linguagem de computador.

Graças a Steve Jobs, que teve a brilhante idéia de simplificar a vida do usuário, com o mouse e a interface gráfica, que depois foi copiada pelo Bill Gates no Windows da Microsoft. Aqui no Brasil os computadores e sistemas da Apple não são populares, mas quem conhece não quer saber de Windows. Mas nos Estados Unidos, os Macs dominam o mercado. Quem conhece, diz que o Windows nasceu como uma cópia mal feita do Mac OS... acho que estou ficando velho, não sei se isso mudou nos últimos 10 anos...

Nunca tive, nunca usei, acho que nunca nem mesmo vi, não tenho nem noção de como é o Mac OS, mas até o visual dos Macintosh sempre me agradou. Até hoje os PCs de mesa escondem um emaranhado de fios e cabos, problema que já não existia nos Macs a 15 anos atrás. Era tudo embutido em um monitor de tubo, do mesmo tamanho dos usados nos PCs. Até nisso eram simples. Até hoje os PCs não conseguiram imitar, apesar das tentativas.

O problema dos cabos, da praticidade, foi resolvido pelos computadores portáteis, os notebooks. Mas claro que a Apple manteve a vantagem com os Macbooks. Só de olhar pra eles nota-se a diferença. Mas apesar da curiosidade, assim como usar o Linux, sair do padrão comum que dominou nosso mercado, de PCs com Windows, além de custar mais caro traria dificuldades de compatibilidade, eu acho, enfim...

Como estou ficando velho e um velho conformado, não sou nenhum apaixonado por tecnologia, nem quero saber muito... estou bem por fora dessas novidades da Apple. Não sei o que é iPad, iPhone, iPod, nunca usei nem tenho curiosidade. Não sei usar nem celular direito, até porque não gosto de telefone. Só uso celular como despertador, e recentemente descobri que esses mais modernos são uma maravilha pra ouvir música.

Ontem, eu queria postar aqui no blog sobre a morte do Steve Jobs, mas não sabia o que dizer. Hoje, vendo a repercussão na TV, tive uma idéia. O mundo inteiro sentiu sua morte. Um mundo inteiro que ele ajudou a transformar. Um mundo inteiro que ele ajudou a revolucionar.

Acho possível que daqui algumas décadas, Steve Jobs seja considerado mais importante como figura do século 20 do que Albert Einstein. Porque enquanto Einstein é considerado uma fraude histórica por um número crescente de pessoas, acusado de roubar teorias que pouco ou quase nada tiveram de úteis, Steve Jobs foi uma figura importante na maior revolução da história da humanidade. Enquanto alardeiam Einstein, Nikola Tesla e Steve Jobs transformaram o mundo.

Mas ainda assim, depois de acompanhar a repercussão de sua morte no noticiário de hoje, de conhecer melhor sua história, ainda não entendo o sentimento de perda que sinto. Nunca o vi pessoalmente. Nunca tive um produto de sua empresa. Nunca tive nenhum interesse especial por ele, apenas simpatizava com ele, com sua empresa, com seus produtos. Acho que sempre simpatizei com sua filosofia de simplicidade. Ainda assim, não consigo entender o sentimento de perda.

Mas quando abri sua página na Wikipedia, notei um detalhe interessante: Steve Jobs era pisciano. Do mesmo decanato que eu. Talvez isso signifique alguma coisa. Talvez seja alguma coisa de pisciano. Tenho notado isso a algum tempo, essa estranha sensação de que existe alguma coisa entre piscianos. É incrível a simpatia automática, que faz sentido quando identificamos um colega peixe. Talvez seja isso, o sentimento de perda de um colega peixe... um colega que identificamos simplesmente pelo olhar.


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