terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rubens Barrichello, 300 GPs

como grande fã do Rubinho que sempre fui, não poderia deixar passar um comentário sobre a marca de 300 GPs na F-1 que ele alcançou neste fds em Spa... e como fã do Rubinho, é um grande motivo para comemorar, pois lamentei ao final de 2008 enquanto todos acreditávamos que sua carreira na F-1 estava acabada... ele se manteve confiante, deu a volta por cima e hoje é mais reconhecido do que nunca. Infelizmente, tarde demais.

GP da Europa de 1993, 4º lugar
GP da Bélgica de 1994, pole

Rubinho apareceu na F-1 como uma das grandes promessas. O piloto brasileiro que tinha tudo para continuar a história de sucesso do Brasil na F-1, a sequência da saga Fittipaldi-Piquet-Senna. E tinha tudo mesmo, talento natural e velocidade que ele provou desde a primeira temporada, em 1993. Uma das corridas mais inesquecíveis de Ayrton Senna, o GP da Europa de 1993 em Donnington Park, também foi o palco da primeira grande exibição do Rubinho, um jovem estreante de 20 anos que terminou uma das corridas mais difíceis do ano em 4º lugar, pilotando a fraca Jordan-Hart, sob uma forte chuva.

Em 1994, mais uma façanha, contando com ajuda da chuva, marcou a primeira pole da Jordan em Spa, um feito incrível com o fraco motor Hart... infelizmente, acredito que a morte do Ayrton tenha prejudicado muito a carreira do Rubinho. Primeiro, porque um jovem de 21 anos de repente se tornou o principal representante de um país mal acostumado a contar com pilotos vencedores, grandes campeões... veio a pressão enorme, enquanto grande parte do público que assistia as corridas, não por gostar de automobilismo, mas para comemorar "uma vitória do Brasil", deixou de assistir a F-1... que perdeu grande parte do apelo comercial no Brasil, além do apoio de peso que Rubinho sempre teve do Ayrton, desde as categorias de base. O simples apoio moral, contatos e recomendações...

Em 1989, Barrichello estreava com vitória na Fórmula Ford

Ayrton Senna e Rubens Barrichello Globo 1990
Barrichello recebe notícida da morte de Senna - Globo

Naquela época eu ainda era criança, mas acho que já conhecia o Rubinho antes dele estrear na Fórmula 1... sem computador e internet, em uma remota cidade do interior, a melhor fonte de informação sobre automobilismo eram as revistas Quatro Rodas... como o mundo mudou nesses 15, 20 anos... mas algumas coisas pareciam que não mudariam... o Papa João Paulo II por exemplo, já era Papa quando eu nasci, foi estranho ver outro Papa... Fidel Castro, Saddam Hussein e Yasser Arafat deixarem a cena... figuras que pareciam eternas durante minha infância...

Hoje, uma das poucas figuras de minha infância que continuam em cena é Rubens Barrichello. Infelizmente ele não conquistou o título, e com motor Cosworth dificilmente conquistará... mas Schumacher voltou aos 40 anos, Rubinho ainda tem 38... não é impossível, mas com essa nova geração de gênios, dificilmente Barrichello conquistará o título, por mais que mereça como piloto, mais talentoso, rápido e técnico que muitos campeões, inclusive de seu tempo, como Hill e Villeneuve.

GP de Mônaco de 1997, 2º lugar com Stewart Ford

Com exceção de Rosberg, contra um Schumacher enferrujado e fora de forma, Barrichello foi o único companheiro de equipe que Schumacher precisou de uma mãozinha da equipe para superar, o que ficou evidente algumas vezes. Barrichello teve poucos carros capazes de vencer corridas. Na Ferrari, não podia fazer nada contra Schumacher, nada mesmo. Na Brawn, venceu corridas quando o carro construído para Button, único piloto que estava garantido na equipe, foi adaptado para ele. Era tarde demais para buscar o título, mas a reação de Rubinho no final da temporada 2009 impressionou até mesmo seus fãs. Que em 2008, lamentavam o melancólico fim da carreira de um dos pilotos mais talentosos da história da Fórmula 1.


Infelizmente, Rubens Barrichello deve entrar para a história da Fórmula 1 ao lado de nomes como Stirling Moss, Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve... entre os melhores pilotos que não foram campeões. Rubinho merecia. Merecia mais do que esse recorde de participações, 300 corridas até agora. Situação parecida com a de outro brasileiro, Alexandre Barros, o melhor piloto brasileiro na história do mundial de motociclismo, também recordista de participações, também não conquistou o título merecido.
Mas esse recorde é mais uma prova do nível do piloto que é Rubens Barrichello. Pra começar, ninguém chega na Fórmula 1 se não tiver muito talento ou muito dinheiro. Rubinho não tinha dinheiro para chegar lá. Chegou porque tinha talento. Mas é preciso mais do que talento e velocidade para conquistar espaço ali... Barrichelo já disputa sua 18ª temporada, e deve completar 20 tranquilamente. Não é pra qualquer um... mas que merece um título pra coroar essa carreira, merece.


Infelizmente, ainda não tive o prazer de encontrar o Rubinho pessoalmente. Mas gostaria muito de conhecê-lo, sempre o admirei. Conheci o tio dele, Dárcio, grande cara, grande pessoa. Encontrei o Felipe Massa uma vez, tirei foto com ele, o Lucas di Grassi vi de perto, o Nelsinho Piquet falei com ele, o Bruno Senna nunca vi... mas o Rubinho espero um dia conhecer, seria demais conversar com ele...

Só pra citar alguns momentos dessa longa história, vou fazer uma listinha de cabeça e ver se acho alguns vídeos...

GP Brasil de 1996, uma das maiores alegrias e tristezas...
GP Alemanha 2000, primeira vitória na F-1
GP Brasil de 2003, perdeu a vitória com pane seca... (!)
GP Silverstone 2003, vitória espetacular
GP Valência de 2009, vitória pela Brawn GP
GP Monza de 2009, vitória pela Brawn GP

Homenagem a Rubens Barrichello - História na F1 - 1993 a 2010

Como a Jordan do Rubinho foi parar na Baixada?

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